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6 em cada 10 empresas brasileiras foram atacadas no ano passado... a sua pode ser a próxima

O Brasil bateu um recorde que ninguém queria bater.

Mais da metade das empresas do país sofreu algum tipo de ataque cibernético no último ano. Segundo o ESET Security Report 2026, 62% das organizações brasileiras registraram incidentes de segurança em 2025, número bem acima da média latino-americana, que ficou em 52,7%.

Mas existe um detalhe nesse levantamento que passou quase despercebido ⬇️

Quase 15% das empresas entrevistadas disseram não conseguir confirmar se foram ou não atacadas. E entre as que afirmaram não ter sofrido incidentes, 43% acreditam que podem ter sido comprometidas sem perceber, porque simplesmente não têm como saber. Quase metade das empresas que acredita estar segura pode não estar.

Os ataques estão evoluindo, mas a proteção da maioria das empresas, não.

Sistemas de grandes empresas de tecnologia demonstraram, durante testes, capacidade de contornar barreiras de segurança de formas que antes exigiriam semanas de trabalho humano.

O ponto não é entrar em pânico com o avanço da IA. É entender que as ferramentas dos criminosos estão ficando mais rápidas e mais difíceis de detectar, enquanto muitas empresas continuam respondendo da mesma forma que respondiam três anos atrás.

Segundo reportagem do Jornal do Comércio, as empresas brasileiras ainda operam de forma predominantemente reativa em cibersegurança. Investem mais em responder a problemas do que em evitá-los. O ciclo se repete: ataque, prejuízo, resposta, próximo ataque.

A porta de entrada favorita dos criminosos não é técnica, é humana

Entre as empresas brasileiras que registraram incidentes em 2025, 70,9% foram alvo de golpes de engenharia social: e-mails falsos, mensagens que imitam fornecedores, links que parecem confiáveis. Esse percentual supera vetores como malware, exploração de vulnerabilidades e acesso não autorizado.

Traduzindo: o ataque mais comum convence alguém dentro da empresa a fazer algo.

Nenhum firewall protege contra um colaborador que não sabe identificar uma tentativa de golpe.

Por que isso importa para quem gerencia uma indústria

A percepção comum é que ataques cibernéticos são problema de empresas grandes, do setor de tecnologia ou de quem guarda dados financeiros sensíveis.

Os dados dizem outra coisa. O setor de manufatura registrou incidentes em 58,3% das empresas analisadas, com a maior incidência de phishing entre todos os setores pesquisados: 85,7% dos casos envolveram esse tipo de golpe.

Uma indústria tem dados de clientes, dados de fornecedores, processos produtivos, contratos, folha de pagamento. Tem sistemas integrados com parceiros. Tem colaboradores que usam o celular pessoal para trabalhar. Tem, provavelmente, um ou mais acessos que deveriam ter sido encerrados e não foram.

Tem tudo que um criminoso precisa.

A questão não é se sua empresa vai ser alvo. Mas se alguém vai perceber quando isso acontecer e se vai perceber a tempo.

Fale conosco e proteja as suas operações.

 

 

Fonte: ESET Security Report 2026, Money Times, Jornal do Comércio.